A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente de Goiás (Dema) entrou no caso e está investigando um vazamento de chorume detectado no aterro particular da CTR Metropolitana Serviços Ambientais, em Aparecida de Goiânia. O líquido altamente poluente, derivado da decomposição de lixo, atingiu um afluente do Ribeirão Santo Antônio, causando preocupação ambiental.
Denúncia e fiscalização
No dia 13 de fevereiro, fiscais da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e agentes da Polícia Civil (PC) estiveram no local e confirmaram o problema. Medidas emergenciais foram adotadas para conter o vazamento e minimizar os danos ao ecossistema.
Especialistas apontam falhas na gestão do chorume
Após a repercussão do caso, fotos e vídeos do aterro sanitário circularam nas redes sociais. Um engenheiro ambiental, que preferiu não se identificar, analisou as imagens e identificou supostas falhas na destinação do chorume.
Principais Problemas Apontados:
✔️ Drenagem inadequada: O chorume escorre dos taludes para uma vala lateral, sem contenção adequada.
✔️ Risco de contaminação: O líquido pode infiltrar no solo, atingindo o lençol freático.
✔️ Irregularidades na contenção: A vala onde o chorume se acumula não apresenta o devido sistema de drenagem.
Investigações e ações da Dema
Na sexta-feira (14/02), o delegado titular da Dema, Luziano Carvalho, esteve no local e constatou que o vazamento no Ribeirão Santo Antônio já havia sido contido. No entanto, segundo o especialista, o controle da vazão parece ter sido deslocado do sistema de lagoas para o próprio ponto de deposição dos resíduos, o que ainda configura crime ambiental.
Embora a contenção do problema na área do aterro reduza sua gravidade, a irregularidade persiste. A Dema segue investigando as responsabilidades e impactos ambientais, reforçando a necessidade de fiscalização rigorosa para evitar danos ao meio ambiente.








