Um incidente preocupante ocorreu em Anápolis, a 55 km de Goiânia, quando uma jovem sofreu queimaduras após o celular que carregava no bolso da calça pegar fogo. O marido da vítima, Mateus Lima, relatou que o aparelho, um Moto E32, foi comprado diretamente na loja, nunca havia sido consertado e ainda estava sendo pago.
O momento do incidente
O casal estava fazendo compras no último sábado (8) quando a jovem sentiu um calor anormal no bolso. Antes que pudesse reagir, o celular começou a pegar fogo. Um vídeo registrou o momento do incidente.
“Celular novo, nunca foi reformado nem nada. Celular direto da loja, todo original. Nunca apresentou nenhum defeito. O celular simplesmente começou a pegar fogo do nada”, afirmou Mateus Lima.
O marido rapidamente retirou sua camiseta para tentar conter as chamas e, em seguida, colocou a esposa sob água corrente para minimizar os danos das queimaduras.
Ferimentos e atendimento médico
O Corpo de Bombeiros prestou os primeiros socorros e encaminhou a jovem ao Hospital Alfredo Abraão. Ela sofreu queimaduras de 1º e 2º graus nas costas, bumbum, mãos e um dos braços. As chamas também atingiram uma pequena parte do cabelo. Apesar da gravidade, a vítima não precisou ser internada e recebeu alta para recuperação em casa.
Na terça-feira (11), a jovem retornou ao hospital para um procedimento de raspagem na pele afetada. Segundo o marido, ela está bastante abalada com o ocorrido. “Ela está bastante traumatizada. Eu falo mais para conscientizar. Muitas pessoas têm crianças, e isso é muito perigoso. Então, é bom ficar em alerta, porque, assim como aconteceu com ela, pode acontecer com outras pessoas”, alertou Mateus Lima.
Riscos e orientações de especialistas
Especialistas alertam que acidentes como esse podem ser evitados com cuidados simples. O engenheiro eletricista Kléber da Silveira Moreira explicou que baterias de íons de lítio, comuns em celulares, acumulam muita energia e podem entrar em combustão caso sofram danos.
“Quando essa bateria se danifica, pode ocorrer o vazamento, que pode ocasionar aquele incêndio que teve ali”, explicou.
Entre os principais fatores de risco apontados pelo especialista estão:
- Pressão excessiva na bateria, como sentar sobre o celular;
- Uso de carregadores não certificados;
- Exposição ao calor excessivo, como deixar o aparelho sob o sol;
- Carregar o celular enquanto ele está em uso intenso.
O major do Corpo de Bombeiros Roberto Cézar Lima Tosta explicou que, em casos semelhantes, é essencial remover a roupa atingida rapidamente e se afastar de materiais inflamáveis. Caso as chamas persistam, o uso de um extintor de CO² é recomendado para conter o incêndio.
Posicionamento da Motorola
A Motorola informou que já entrou em contato com a consumidora para investigar o caso e realizar uma análise técnica do aparelho. Em nota oficial, a empresa destacou que todos os seus produtos passam por rigorosos testes de segurança antes de serem comercializados.
O incidente reforça a importância de seguir as recomendações de segurança ao manusear celulares e demais dispositivos eletrônicos. Usuários devem ficar atentos a sinais de superaquecimento e evitar situações que possam comprometer a integridade da bateria.
Foto: Reprodução | Redes Sociais







