O dólar voltou a cair frente ao real e encerrou o pregão desta quarta-feira (16) abaixo de R$ 5,09, em um dia marcado pelo avanço dos preços do petróleo e pelo diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. Na Bolsa, o Ibovespa fechou em baixa pela quarta sessão consecutiva, refletindo a cautela dos investidores diante das tensões geopolíticas e das perdas de mineradoras.
A moeda norte-americana recuou 0,42%, cotada a R$ 5,089. Com o resultado, acumula queda de 1,42% em julho e de 7,28% no ano. O Ibovespa, por sua vez, cedeu 0,20%, encerrando o dia aos 173.371,35 pontos.
O mercado iniciou o pregão em clima mais favorável após notícias sobre propostas de mediadores internacionais para reduzir as tensões entre Estados Unidos e Irã. No entanto, o cenário mudou ao longo da tarde, após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevarem novamente as preocupações sobre o conflito no Oriente Médio.
No Brasil, o real seguiu beneficiado pelas operações de carry trade, favorecidas pela elevada taxa de juros doméstica. A valorização do petróleo também fortaleceu a moeda brasileira ao melhorar as perspectivas para as exportações do país.
Os contratos internacionais do petróleo terminaram o dia em alta. O Brent, referência para o mercado internacional, avançou 1,27%, para US$ 89,22 o barril, enquanto o WTI subiu 0,85%, para US$ 82,48. As cotações oscilaram ao longo da sessão conforme surgiam notícias sobre negociações diplomáticas e novas ameaças relacionadas ao conflito no Oriente Médio.
Na Bolsa brasileira, a valorização das ações da Petrobras, impulsionada pela alta do petróleo, não foi suficiente para compensar o desempenho negativo das mineradoras, que pressionaram o principal índice do mercado acionário.







