Apesar de manterem a liderança como o maior mercado de viagens e Turismo do mundo em 2025, os Estados Unidos vêm registrando redução em sua fatia global no setor. É o que indica a mais recente edição do relatório Economic Impact Research, divulgado pelo World Travel & Tourism Council (WTTC).
O levantamento mostra que, no último ano, houve inflexão relevante no desempenho da atividade turística no país. Enquanto o Turismo mundial atingiu seu melhor resultado histórico, com crescimento de 4,1% no Produto Interno Bruto (PIB), a América do Norte apresentou o ritmo mais fraco entre as regiões, avançando apenas 1%. Nos Estados Unidos, a expansão foi ainda menor, de 0,9%.
Em contraste com o cenário internacional – marcado por recordes de visitantes e desafios ligados à superlotação em destinos populares -, os Estados Unidos registraram queda no fluxo internacional. O número de turistas estrangeiros recuou 5,5% em relação a 2024, enquanto os gastos desses visitantes diminuíram 4,6%, somando US$ 176 bilhões.
Ainda assim, o setor segue com peso significativo na economia norte-americana. A atividade turística sustentou 20,4 milhões de empregos, o que representa alta de 1,2%. Já os gastos internos cresceram de forma modesta, com variação de 0,3% na comparação anual. No total, o Turismo gerou US$ 2,6 trilhões para o PIB do país.
Alerta para uma “encruzilhada” no setor
O WTTC avalia que os Estados Unidos atravessam um momento decisivo para o futuro do Turismo. “O Estados Unidos continuam sendo o maior mercado de viagens e Turismo do mundo e têm uma base extraordinária”, afirmou Gloria Guevara, presidente e CEO do WTTC.
“Para evitar perder sua posição de liderança, os EUA precisam investir na promoção de sua atratividade, tanto em mercados internacionais quanto durante o verão do futebol; mudar a percepção e posicionar o país como um destino acolhedor; e aumentar o gasto dos visitantes internacionais, incentivando escalas e novas experiências”, diz Gloria Guevara, presidente e CEO do WTTC.
A realização da Copa do Mundo de 2026 aparece como uma oportunidade estratégica. A expectativa é de que cerca de 1,24 milhão de turistas internacionais viagem ao país durante o evento, o que pode impulsionar a retomada do crescimento no segmento.
Caso esse movimento não se consolide, o relatório aponta que a China pode assumir a liderança global no setor. O país asiático apresentou avanços superiores a dez pontos percentuais tanto nos gastos de visitantes internacionais quanto no consumo doméstico. Atualmente, o Turismo chinês sustenta aproximadamente 85 milhões de empregos e movimentou US$ 1,7 trilhão no PIB no último ano.







