A exclusividade de comercialização da semaglutida no Brasil, princípio ativo dos medicamentos Ozempic, Wegovy e Rybelsus, encerra-se na próxima sexta-feira (20). Com a expiração da patente da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, o mercado brasileiro passa a permitir a fabricação e venda de versões genéricas e similares da substância, utilizada no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.
A quebra da patente deve gerar um impacto direto no bolso do consumidor. Projeções do setor farmacêutico indicam que a concorrência pode provocar uma queda média de 30% nos preços praticados atualmente. Especialistas apontam que essa redução de valores é um passo fundamental para que o Ministério da Saúde avalie a viabilidade de incluir a semaglutida no Sistema Único de Saúde (SUS).
Diante do cenário, o Ministério da Saúde solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) celeridade na análise dos pedidos de registro para medicamentos que utilizam a semaglutida e a liraglutida. O objetivo é acelerar a entrada de novos fabricantes no mercado nacional, ampliando a oferta e garantindo a segurança biológica das alternativas genéricas que serão submetidas à aprovação.
Diversos laboratórios brasileiros já sinalizaram prontidão para lançar versões da semaglutida assim que as autorizações regulatórias forem concedidas. Em contrapartida, a fabricante original, Novo Nordisk, antecipou movimentos estratégicos no Brasil, incluindo ajustes de preços e a implementação de programas promocionais para manter a competitividade de sua linha de produtos frente à chegada dos concorrentes.







