quinta-feira , 04 de junho de 2026 @ 14:50

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Goiânia tem a maior inflação do país em abril, diz IBGE

Goiânia registrou a maior inflação do país em abril, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês, os preços avançaram 1,12%, o maior Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre as 16 capitais e regiões metropolitanas analisadas. O aumento do custo de vida no mês ocorreu principalmente pela pressão dos preços dos combustíveis e dos alimentos, segundo o IBGE.

O IPCA da capital goiana também superou a própria média nacional, que foi de 0,67% em abril. O índice mede o aumento dos preços em cestas de produtos e serviços consumidos por famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos.

De acordo com o IBGE, os grupos de produtos e serviços que mais pesaram nos bolsos dos goianos, em abril, foram:

  • Transportes: 1,67%
  • Alimentos e bebidas: 1,55%
  • Saúde e cuidados pessoais: 1,09%

No Centro-Oeste, as outras capitais ou regiões metropolitanas do Centro-Oeste nas quais o ICPA é avaliado pelo IBGE são Brasília, no Distrito Federal, e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde os preços subiram 0,16% e 1,02%, respectivamente.

Depois de Goiânia, as localidades que registraram as maiores inflações foram São Luís, no Maranhão, com 1,09%, e Belém, no Pará, com 1,08%.

Considerando-se o índice acumulado em 12 meses até abril, a inflação em Goiânia também ficou acima do Brasil: 5,01% contra 4,39%. Nesse período, os gastos com habitação foram os que mais pesaram, com um aumento de 11,51%, seguido dos com vestuário, que avançaram 8,46%.

Menor renda

As famílias de menor renda também foram impactadas pela inflação em Goiânia no mês de abril, registrando um Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 1,14%. Esse índice, que avalia a inflação para famílias com renda entre 1 e 5 salários mínimos, superou também a média nacional, de 0,81%.

Segundo o IBGE, a diferença menor entre o INPC na capital goiana e a o INPC nacional, reforça que os itens de maior peso no orçamento das famílias de menor renda, especialmente alimentos in natura e energia, subiram mais do que a média geral.

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