Uma idosa de 73 anos faleceu após ser resgatada de um cenário de extrema negligência em Goiânia. A mulher, que ficou mais de cinco dias sem alimentação e cuidados básicos, chegou a ser internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas, após receber alta, retornou para casa e faleceu dois dias depois. O caso gerou comoção e está sendo investigado pela Polícia Civil de Goiás.
O filho da idosa, que havia sido preso por maus-tratos, abandono e exploração financeira, foi solto durante uma audiência de custódia. Agora, ele também é investigado por homicídio. Além dele, outro filho e o ex-marido da vítima estão sendo investigados por suspeita de participação nos crimes.
Resgate da Idosa
A Polícia Civil chegou até a vítima após uma denúncia anônima, feita por vizinhos que notaram a ausência de sinais de vida na residência. Ao arrombarem a porta, encontraram a idosa em um ambiente insalubre, sem água potável, higiene pessoal ou ventilação adequada. Segundo o delegado responsável pelo caso, Alexandre Bruno, a mulher estava “em estado quase cadavérico, magra, verdadeiramente em pele e osso”.
No momento do resgate, ela foi imediatamente atendida por equipes médicas e encaminhada à UTI. No entanto, após sua recuperação inicial e retorno ao lar, veio a falecer poucos dias depois.
Investigação e Exploração Financeira
Os suspeitos também são investigados por exploração financeira, pois utilizavam os benefícios financeiros da idosa para fins próprios, enquanto a deixavam sem alimentação e assistência médica. De acordo com a polícia, ao ser preso, um dos filhos da vítima demonstrou frieza e minimizou os fatos, afirmando que a situação era “normal”.
O g1 não conseguiu contato com a defesa dos investigados até a última atualização desta matéria.
Repercussão e Medidas
O caso reacendeu o debate sobre o abandono de idosos no Brasil e a necessidade de fortalecer políticas públicas de proteção à população idosa. A Polícia Civil segue investigando os envolvidos e reforça a importância de denúncias anônimas para evitar tragédias semelhantes.
A sociedade aguarda um desdobramento das investigações e possíveis responsabilizações dos suspeitos. O Ministério Público de Goiás também acompanha o caso.
Foto: Divulgação/Polícia Civil








