O implante contraceptivo Implanon já começou a ser oferecido gratuitamente em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). A disponibilização do método faz parte de uma estratégia do Ministério da Saúde para ampliar o acesso a métodos contraceptivos de longa duração e reduzir os casos de gravidez não planejada no país.
O dispositivo passou a integrar oficialmente a rede pública após recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), responsável por avaliar a inclusão de novas tecnologias no SUS. Com a decisão, o governo iniciou a distribuição dos implantes e a capacitação de profissionais para a aplicação nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Segundo o Ministério da Saúde, a meta é ampliar gradualmente a oferta do método em todo o país. O plano prevê a distribuição de cerca de 1,8 milhão de dispositivos, com investimento estimado em aproximadamente R$ 245 milhões. No mercado privado, cada unidade pode custar entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.
Além de ampliar as opções de planejamento reprodutivo, a medida também busca contribuir para a redução da mortalidade materna, em alinhamento com metas internacionais estabelecidas pelos **Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas.
Como funciona o implante
O Implanon é um implante hormonal inserido sob a pele do braço, classificado como um método contraceptivo reversível de longa duração. Ele libera hormônio continuamente no organismo e pode prevenir a gravidez por até três anos, sem necessidade de manutenção nesse período.
A colocação e a retirada do dispositivo devem ser feitas por médicos ou enfermeiros capacitados, em procedimento rápido realizado nas unidades de saúde. Após a remoção do implante, a fertilidade da mulher costuma ser restabelecida rapidamente.
Métodos contraceptivos disponíveis no SUS
Com a inclusão do implante, o SUS passa a oferecer diferentes opções de planejamento reprodutivo, entre elas:
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preservativos masculino e feminino;
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DIU de cobre;
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pílulas anticoncepcionais;
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injetáveis hormonais mensais e trimestrais;
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laqueadura tubária;
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vasectomia.
O Ministério da Saúde ressalta que, entre todos os métodos disponíveis, apenas os preservativos também protegem contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).







