Sabe aquelas histórias de profissionais que falam de vocação manifestada lá na infância? Do tipo: desde criancinha eu cuidava dos animais. A Medicina Veterinária me escolheu. Ou: ela defendia todo mundo, uma advogada nata!
Então, não é meu caso. Eu descobri o Jornalismo. Eu escolhi o Jornalismo. Eu me formei em Jornalismo. E tenho aprendido Jornalismo desde então.
Lá atrás, aos 17 anos, quando fiz o vestibular e comecei a graduação na Universidade Federal de Goiás (UFG), a meta era mudar o mundo. Revolucionar, denunciar, fiscalizar, escancarar…
De lá pra cá, 17 anos depois, a meta continua a mesma. Só que agora – quase maior de idade na profissão – observando mais, ouvindo mais, pesquisando com mais cuidado, tentando enxergar cada vez mais longe.
Agora, com mais respiração e sobriedade. Com mais facilidade pra sorrir das coisas e disposição pra chorar.
Mudar o mundo pra mim hoje é mais particular. É olhar pra rua, pela janela. É olhar pra dentro. Mas é mudar. E é o mundo.
Que o Todo Tempo seja mudança no meu mundo e, de alguma forma, no mundo de quem vai ler. Que seja revolução, pequena e contínua, do jeito que eu acredito que o Jornalismo e a vida da gente também devem ser.