quarta-feira , 04 de fevereiro de 2026 @ 00:07

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nicolas maduro
(Foto: Zurimar Campos/Presidência da Venezuela via AFP)

Maduro abre possibilidade de negociar petróleo e imigração com os EUA

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que seu governo está disposto a negociar com os Estados Unidos acordos nas áreas de petróleo, imigração e combate ao narcotráfico. A declaração foi feita em entrevista divulgada na quinta-feira (1º) e repercutida nesta sexta-feira (2), indicando um possível movimento de distensão nas relações entre Caracas e Washington, historicamente marcadas por tensões diplomáticas e sanções econômicas.

Segundo Maduro, a Venezuela está aberta ao diálogo com os Estados Unidos “onde quiserem, quando quiserem e como quiserem”, desde que as negociações sejam conduzidas com seriedade e respeito à soberania venezuelana. O presidente destacou que eventuais acordos devem ocorrer em bases de igualdade entre os países.

No campo econômico, Maduro mencionou a possibilidade de participação de empresas norte-americanas no setor petrolífero venezuelano, área estratégica para a economia do país. Ele citou a Chevron como exemplo de companhia interessada em ampliar a cooperação energética, tema sensível em razão das sanções impostas pelos EUA nos últimos anos.

O presidente também abordou a questão migratória, afirmando que um acordo firmado em janeiro de 2024 teria sido interrompido de forma unilateral pelos Estados Unidos. De acordo com ele, a suspensão do entendimento afetou diretamente o fluxo de venezuelanos entre os dois países.

Sobre o narcotráfico, Maduro negou que a Venezuela seja produtora de cocaína e propôs uma parceria com Washington para combater o tráfico de drogas. Segundo o presidente, o país seria vítima de rotas originadas principalmente na Colômbia, e não um agente central da produção.

Apesar do tom mais conciliador, Maduro criticou a postura militar dos Estados Unidos, acusando o país de adotar ações intimidatórias para pressionar a Venezuela em disputas relacionadas a recursos estratégicos, como petróleo e minerais. Ele também evitou comentar detalhes sobre um suposto ataque em território venezuelano citado por autoridades norte-americanas, afirmando que o assunto poderá ser tratado futuramente.

As declarações ocorrem em um contexto de pressão internacional e disputas geopolíticas, reacendendo o debate sobre uma possível reconfiguração das relações entre Venezuela e Estados Unidos.

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