O médico Brasil Caiado defendeu, nesta quarta-feira (18), a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o regime de prisão domiciliar. Atualmente internado na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, o ex-mandatário trata uma broncopneumonia bacteriana bilateral considerada severa. Segundo o profissional, a mudança de regime é recomendada por critérios técnicos para favorecer a recuperação clínica.
De acordo com Caiado, o ambiente residencial oferece condições superiores para o suporte multidisciplinar necessário ao caso. O médico argumenta que o ambiente familiar permitiria um acompanhamento de enfermagem 24 horas, fisioterapia e nutrição adequada, facilitando a identificação precoce de qualquer alteração no quadro de saúde, o que seria mais eficaz do que a estrutura disponível no sistema prisional.
O boletim médico mais recente aponta que Bolsonaro apresenta uma melhora lenta e gradativa após a introdução de um terceiro antibiótico no último domingo (15). Embora os marcadores inflamatórios tenham apresentado queda e a frequência respiratória tenha estabilizado, o pulmão esquerdo ainda exige cuidados moderados. Até o momento, não há previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses, estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar (Papudinha) quando apresentou os primeiros sintomas na madrugada de 13 de março. Esta é a terceira pneumonia enfrentada pelo ex-presidente. O histórico de saúde dele inclui 14 cirurgias desde 2018, muitas decorrentes de sequelas de um ferimento abdominal e complicações gastrointestinais crônicas.








