A morte da pequena Maria Fernanda Cândido da Rocha, encontrada sem vida dois dias após desaparecer em uma fazenda na zona rural de Doverlândia, segue sendo investigada pela Polícia Civil. Segundo informações divulgadas pela Polícia Científica nesta quinta-feira (18), a causa mais provável do óbito é uma combinação de desidratação severa e hipotermia, embora a hipótese de afogamento ainda não tenha sido descartada.
Maria Fernanda desapareceu na manhã de segunda-feira (15), justamente no dia do seu aniversário. O corpo da criança foi localizado cerca de 48 horas depois, às margens do Rio Paraíso, a aproximadamente dois quilômetros da residência onde morava com os pais, que trabalhavam como caseiros na propriedade.
De acordo com a médica legista Rafaella Marques, os exames apontaram um quadro importante de desidratação. Somado às baixas temperaturas registradas durante as noites na região, o fator pode ter contribuído para a morte da criança. Os peritos também avaliam a possibilidade de um afogamento atípico, situação em que uma pequena quantidade de água pode provocar asfixia, sem deixar os sinais clássicos encontrados em afogamentos convencionais.
A perícia não identificou fraturas, sangramentos ou qualquer lesão traumática que indique violência física.
Durante coletiva de imprensa, o delegado Ramon Queiroz afirmou que as investigações apontam que a menina caminhou sozinha pela propriedade rural. Pegadas encontradas durante as buscas reforçam essa linha de apuração. Segundo ele, relatos da família indicam que Maria Fernanda estava acostumada ao ambiente da fazenda e tinha facilidade para se locomover pelo local.
As investigações também concluíram que houve um abandono momentâneo por parte dos pais, que teriam deixado uma barreira de madeira na porta da casa, posteriormente ultrapassada pela criança. Apesar disso, o delegado ressaltou que os pais eram considerados cuidadosos e afetuosos com a filha. Eles poderão responder por abandono de incapaz com resultado morte.
As buscas mobilizaram Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e cães farejadores. Após localizarem uma fralda da criança, os animais seguiram o rastro até o rio, onde o corpo foi encontrado.







