O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ao decidir pela transferência de Jair Bolsonaro da sede da Polícia Federal para a unidade conhecida como Papudinha, destacou que, embora o ex-presidente tenha direito a certos privilégios em comparação a outros detentos, isso não significa que a prisão deva ser tratada como um hotel ou uma “colônia de férias”.
“Essas condições absolutamente excepcionais e privilegiadas não transformam o cumprimento definitivo da pena de Jair Messias Bolsonaro, condenado pela liderança da organização criminosa na execução dos gravíssimos crimes praticados contra o Estado Democrático de Direito e suas Instituições, em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias, como erroneamente várias das manifestações anteriormente descritas parecem exigir“, afirma Moraes.
O ministro também destacou que Bolsonaro tem acesso a condições “absolutamente excepcionais e privilegiadas”.
A transferência do ex-presidente ocorreu nesta quinta-feira (15). Até então, ele estava alocado em uma sala na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Confira 13 “privilégios”, listados por Moraes, que foram cedidos ao ex-presidente:
Sala de Estado-Maior individual e exclusiva, com metragem de 12m2;
Quarto com banheiro privativo, água corrente e aquecida;
Televisão a cores;
Ar-condicionado;
Frigobar;
Médico da Polícia Federal de plantão 24 horas por dia;
Autorização de acesso médico particular 24 horas por dia;
Autorização para realização de fisioterapia;
Banho de Sol diário e exclusivo;
Visitas reservadas sem a presença dos demais presos;
Realização de exames médicos particulares no próprio local (como, por exemplo, ultrassonografia);
Autorização para imediato transporte e internação, sem necessidade de autorização judicial, na hipótese de urgência;
Protocolo especial para entrega de comida caseira ao custodiado todos os dias.






