Uma mulher de 42 anos, internada após utilizar uma caneta emagrecedora sem prescrição médica e sem registro no Brasil, foi diagnosticada com Síndrome de Guillain-Barré, condição neurológica rara e potencialmente grave. A informação foi confirmada por familiares.
Segundo parentes, o estado de saúde é estável, com sinais de melhora após o início do tratamento específico, que inclui terapias voltadas à contenção da resposta autoimune e à recuperação do sistema nervoso. A expectativa é de um processo longo de reabilitação, com acompanhamento multidisciplinar, incluindo fisioterapia e fonoaudiologia.
Quadro evoluiu rapidamente
Os primeiros sintomas surgiram após o uso do medicamento de origem estrangeira, adquirido de forma irregular. A paciente apresentou dor abdominal, seguida por fraqueza muscular progressiva, alterações neurológicas e insuficiência respiratória.
Ela foi internada inicialmente no Hospital João XXIII, recebeu alta com suspeita de intoxicação medicamentosa, mas precisou retornar ao hospital dias depois com agravamento do quadro. Atualmente, está internada no Hospital das Clínicas da UFMG.
Alerta sanitário
A Anvisa reforça que canetas emagrecedoras sem registro não podem ser comercializadas no país. Em novembro de 2025, a agência proibiu a importação, venda e uso desses produtos, alertando para riscos como substâncias desconhecidas, falta de eficácia comprovada e efeitos adversos graves.
Autoridades de saúde destacam que medicamentos para emagrecimento devem ser usados apenas com indicação médica e adquiridos em canais oficiais, evitando riscos severos à saúde.







