A Fundação do Câncer lançou uma versão atualizada do Guia Prático de Prevenção do Câncer de Colo do Útero, alinhada às novas diretrizes nacionais e à estratégia do Ministério da Saúde para ampliar a prevenção da doença no Brasil. A publicação integra as ações do Janeiro Verde, campanha de conscientização sobre o câncer do colo do útero.
O novo guia orienta profissionais de saúde sobre a transição do exame Papanicolau para o teste molecular de DNA-HPV, que passa a ser o principal método de rastreamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Mais sensível, o exame identifica a presença do HPV oncogênico antes do surgimento de lesões, o que aumenta a detecção precoce e permite ampliar o intervalo entre os exames para até cinco anos em casos negativos.
Desde 2024, o teste DNA-HPV foi incorporado ao SUS, com implantação gradual iniciada em municípios de 12 estados. A expansão para outras regiões está em andamento, e, onde o novo método ainda não chegou, o rastreamento segue sendo feito pelo Papanicolau.
O público-alvo permanece o mesmo: mulheres de 25 a 64 anos. Casos positivos para os tipos mais agressivos do vírus, como HPV 16 e 18, são encaminhados diretamente para colposcopia. Já outros tipos oncogênicos seguem protocolos específicos de acompanhamento.
Além do rastreamento, o guia reforça os três pilares da estratégia da OMS para eliminar o câncer de colo do útero: vacinação contra o HPV, diagnóstico precoce e tratamento oportuno. No Brasil, a vacina está disponível gratuitamente no SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos, além de grupos prioritários.
Com a atualização, a Fundação do Câncer destaca que a combinação entre vacinação, teste molecular e acesso rápido ao tratamento é fundamental para reduzir a incidência e a mortalidade pelo câncer de colo do útero no país.







