terça-feira , 10 de março de 2026 @ 17:24

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Petróleo chega a US$ 120, dispara quase 30% e tem maior preço desde 2022

O petróleo chegou a disparar quase 30%, na maior variação diária desde 1988, e ficar próximo de US$ 120 pelo barril nesta segunda-feira (9) com a continuação do conflito no Oriente Médio e a ameaça de redução na produção, já que o transporte marítimo que passa pelo estreito de Hormuz está paralisado. A negociação do barril Brent, referência mundial, começou em US$ 92,69, foi subindo e atingiu o ápice às 23h30 de domingo (horário de Brasília), cotado a US$ 119,46 (R$ 626,14), no maior valor desde 29 de junho de 2022, quando chegou a US$ 120,41 durante a sessão.

A disparada de 28,88% na comparação com o preço de fechamento de sexta-feira (6) foi a maior variação em um dia desde que começaram as negociações de contratos futuros do petróleo desde 1988. A situação mudou após a informação que as maiores economias do mundo consideravam uma liberação coordenada de reservas emergenciais de petróleo, com os ministros das Finanças do G7 programados para discutir a medida ainda nesta segunda-feira.

Uma pessoa próxima ao governo francês ouvida pela agência de notícias Reuters confirmou a negociação. Segundo a agência de notícias Bloomberg, funcionários do governo dos EUA acreditam que uma liberação conjunta na faixa de 300 milhões a 400 milhões de barris -até 30% dos 1,2 bilhão de barris na reserva- seria apropriada. A partir daí, o preço do barril passou a cair e estava cotado a US$ 102 (R$ 524,14) às 10h42, com a alta reduzindo para 10,4%. Já o barril WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, também disparou quase 30% e chegou a US$ 119,43 (R$ 625,98), também às 23h30 de domingo, antes de reduzir para US$ 99,50 (R$ 521,52) às 10h42.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em sua rede social Truth Social que os movimentos de curto prazo são “um preço muito pequeno a pagar” para os EUA, o mundo e a paz. Ele acrescentou que os preços cairão rapidamente “quando a destruição da ameaça nuclear iraniana acabar”.Para analistas, a opção de liberar reservas de emergência é uma solução paliativa. “As alternativas são limitadas, como recorrer às reservas estratégicas de petróleo, mas em comparação com a magnitude potencial da interrupção do fornecimento se o estreito permanecer fechado por mais tempo, elas são uma gota no oceano”, afirmou o analista do UBS Giovanni Staunovo. “Quanto mais tempo o estreito permanecer fechado, mais produção será interrompida, exigindo preços substancialmente mais altos para conter a demanda”, complementou Staunovo.

O prêmio dos contratos de carregamento do Brent no primeiro mês sobre os contratos para entrega em seis meses disparou para uma máxima histórica na segunda-feira de quase US$ 36, segundo dados da LSEG que remontam a 2004. A disparada ficou bem acima de seu pico anterior de cerca de US$ 23 em março de 2022, nas primeiras semanas da guerra Rússia-Ucrânia. Esse prêmio indica uma estrutura de mercado conhecida como backwardation, mostrando que os traders veem uma intensa escassez de oferta no momento. O estreito de Hormuz, por onde normalmente passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, está virtualmente fechado.

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