quinta-feira , 28 de agosto de 2025 @ 21:18

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Expectativa é adoção a partir do próximo ano. - Foto: Marcello Casal Jr.

Semaglutida (Ozempic) deve ser adotada pelo SUS

A cidade do Rio de Janeiro planeja um novo programa para o combate à obesidade, que incluirá medicamentos como semaglutida e liraglutida. Essas substâncias, originalmente usadas para tratar diabetes, ganharam popularidade devido ao efeito na perda de peso.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a iniciativa deve começar em 2026, mas um grupo de trabalho já foi criado para definir a melhor estratégia. O objetivo é reduzir internações e melhorar a qualidade de vida da população.

 

Uso no SUS

Apesar do avanço, os medicamentos ainda não foram incorporados ao SUS. Em 2023, a Novo Nordisk solicitou a inclusão, mas o pedido foi negado devido ao alto custo: R$ 12,6 bilhões em cinco anos. No entanto, com o fim da patente da liraglutida, novos fabricantes entraram no mercado, o que pode reduzir os preços e facilitar a adoção pelo sistema público.

Atualmente, a semaglutida segue com patente exclusiva até março de 2026 e não é utilizada no serviço público. A partir do ano que vem, no entanto, esta realidade pode mudar. Hoje, o custo nas farmácias da semaglutida varia entre R$ 800 e R$ 2.000 por mês, enquanto a liraglutida custa cerca de R$ 700.

Atualmente, só o município do Rio de Janeiro gasta cerca de R$ 130 milhões por ano com internações ligadas à obesidade e diabetes. A expectativa é que, com a adoção dos medicamentos, haja uma redução desses custos a longo prazo.

 

Eficácia e benefícios dos medicamentos

De acordo com Karen de Marca, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), os agonistas do GLP-1 oferecem múltiplos benefícios, incluindo:

Controle glicêmico e regulação da insulina
Redução de peso de até 25%
Menor risco de doenças cardiovasculares
Redução de custos com internações e complicações da diabetes

No entanto, a endocrinologista alerta que o tratamento deve ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar, incluindo nutricionistas, psicólogos e clínicos gerais, já que a obesidade tem múltiplas causas.

 

Uso estético e riscos do uso indiscriminado

Embora a semaglutida seja indicada apenas para diabetes, muitos a utilizam para emagrecimento. A venda exige receita médica, mas a falta de retenção da prescrição facilita o uso indevido.

A Anvisa discute novas regras, que podem exigir a retenção da receita, como ocorre com antibióticos. Especialistas alertam que o uso sem acompanhamento pode causar efeitos adversos, como:

Náuseas, constipação e dores abdominais
Perda de massa muscular e risco de sarcopenia
Agravamento de transtornos alimentares e psicológicos

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