O Spotify pagou uma quantia recorde para a indústria musical em 2025 -foram US$ 11 bilhões em royalties, cerca de R$ 57 bilhões, superando o ano anterior em US$ 1 bilhão pelo segundo ano consecutivo. Desde sua fundação, em 2006, o serviço de streaming já repassou mais de US$ 70 bilhões à indústria, cerca de R$ 362 bilhões.
Ao fazer o anúncio em um comunicado no blog da empresa nesta quarta-feira, o chefe da divisão de música do Spotify, Charlie Hellman, disse que “mais uma vez, artistas e gravadoras independentes foram responsáveis por metade de todos os royalties”.
Ainda de acordo com ele, o Spotify representa hoje cerca de 30% da receita da música gravada. “No ano passado, nossos pagamentos cresceram mais de 10%, enquanto outras fontes de receita da indústria cresceram cerca de 4%, tornando o Spotify o principal impulsionador do crescimento da receita da indústria em 2025”, afirmou.
A empresa sueca tem priorizado a retenção e a atração de novos artistas para a plataforma, visto que enfrenta forte concorrência de outros grandes players como o YouTube e a Apple no mercado de música sob demanda.
O anúncio surge num contexto em que músicos e compositores reclamam com frequência dos baixos pagamentos que recebem da plataforma de streaming. O Spotify – como a maioria dos serviços de streaming – paga aos detentores de direitos autorais, geralmente uma gravadora e uma editora musical, que então distribuem o dinheiro aos músicos e compositores, após ficarem com a sua porcentagem. (Folhapress)







