quinta-feira , 02 de julho de 2026 @ 15:32

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foto: afp

EUA sancionam duas pessoas e três empresas do Brasil por suposta ligação com PCC

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos informou nesta quarta-feira (1º) a sanção contra dois brasileiros e três empresas do Brasil por conta de possíveis vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o governo de Donald Trump, o grupo é considerado a maior organização criminosa e com atuação entre países do Hemisfério Ocidental, com influência também no Reino Unido, na Turquia e no Japão.

As duas pessoas que sofreram as sanções pelo governo dos EUA são: Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. As duas primeiras empresas acusadas realizam serviços financeiros ( Victory Trading Intermediacão de Negocios Cobrancas e Tecnologia Ltda (Victory Trading) e Wave Construções Inteligentes Ltda (Wave) e a terceira integra a área de construção, a Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda (Pixwave).

Conforme apresentado em comunicado, Shimada atua como ponte entre o PCC na Flórida e traficantes de drogas de outras nações. Ele teria feito a lavagem de US$ 30 milhões em dinheiro ilícito produzido em cidades dos EUA e adjacentes, por meio de criptomoedas para fazer transferências de fundos novamente para o Brasil em nome do grupo criminoso. Já Stella Stefanie é acusada de operar como uma espécie de secretária de Shimada, atuando no recolhimento de grandes valores.

Além das empresas brasileiras, os EUA sancionou uma companhia de Portugal, a Avenidas Flutuantes Unipessoal LDA, pelo mesmo motivo de supostas ligações com o PCC. Todos os bens e interesses dos alvos das sanções dos EUA ficam bloqueados. Com isso, cidadãos e empresas americanas ficam impedidos de fazer transações com os acusados.

Segundo o Tesouro americano, em janeiro do ano passado, Shimada cumpriu prisão domiciliar em solos brasileiros porque a empresa Victory Trading teria sido utilizada para a lavagem de dinheiro desviado de um clube de futebol brasileiro integrante de um esquema de fraude em publicidade. A mesma empresa figura as investigações do caso Vai de Bet, que investiga suposto esquema de lavagem e desvio de dinheiro em contrato de patrocínio do Corinthias.

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