O Governo de Goiás decidiu manter a parceria com a empresa Pax (antiga Paladium) para expansão do programa IA Contra o Crime, mesmo após a rescisão do contrato da companhia com o governo de São Paulo.
A ruptura ocorreu após questionamentos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) sobre o modelo de contratação utilizado no programa Muralha Paulista, que previa a instalação de sistemas de monitoramento com inteligência artificial para segurança pública.
Apesar do episódio, a Goiás Tecnologia (GOtech) afirmou que não há qualquer mudança nos planos para o projeto goiano. O programa prevê a ampliação da rede de monitoramento inteligente para 194 municípios, com a instalação de aproximadamente 4,4 mil câmeras integradas às forças de segurança.
A manutenção da parceria ocorre em meio a questionamentos semelhantes aos levantados em outros estados. Em Goiás, o modelo de contratação também é alvo de análises por parte do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-GO). As apurações envolvem pontos como transparência, critérios de contratação, capacidade operacional da empresa e necessidade de processo licitatório.
Em São Paulo, o TCE apontou preocupação com o formato adotado, no qual uma estatal contratou diretamente a empresa privada para execução do projeto. O conselheiro responsável pelo caso chegou a levantar a hipótese de utilização da empresa pública como intermediária para viabilizar uma contratação sem concorrência.
A mesma empresa também enfrentou questionamentos no Paraná, onde o Tribunal de Contas suspendeu uma licitação ligada à ampliação de um programa semelhante de monitoramento inteligente. Entre os pontos levantados estavam riscos relacionados à proteção de dados pessoais, governança do sistema e possível sobrepreço.
Enquanto os órgãos de controle analisam os contratos, o Governo de Goiás segue apostando na expansão do IA Contra o Crime como uma das principais ferramentas para o combate à criminalidade no estado. O valor global da iniciativa é estimado em R$ 304 milhões.








