O cantor Amado Batista foi incluído na chamada “lista suja” do trabalho escravo, atualizada pelo governo federal nesta semana. A inclusão ocorre após fiscalizações realizadas em 2024 em duas propriedades rurais do artista, localizadas em Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), foram identificadas condições degradantes de trabalho, incluindo alojamentos sem camas, ausência de itens básicos de higiene e falta de espaço adequado para refeições. Relatórios apontam que trabalhadores dormiam em colchões no chão e não tinham acesso a mobiliário mínimo, como mesas e cadeiras.
As inspeções ocorreram entre os dias 19 e 29 de novembro de 2024, após denúncia que motivou uma operação com apoio da Polícia Civil. Ao todo, 14 trabalhadores teriam sido encontrados em situação irregular: 10 no Sítio Esperança e quatro no Sítio Recanto da Mata, ambos às margens da BR-060.
Segundo o MTE, parte dos trabalhadores estaria submetida a jornadas exaustivas e condições consideradas análogas à escravidão. No entanto, a defesa do cantor contesta as informações e afirma que não houve resgate de trabalhadores, além de sustentar que as irregularidades apontadas foram corrigidas.
A chamada “lista suja” reúne empregadores flagrados explorando trabalho em condições degradantes ou análogas à escravidão, após conclusão de processos administrativos. A inclusão pode gerar restrições de crédito e impactos comerciais.
O caso reacende o debate sobre fiscalização no meio rural e as condições de trabalho em propriedades agrícolas, especialmente em regiões com forte atividade produtiva, como o estado de Goiás.








