A massa de ar polar que atua sobre o Centro-Sul do Brasil continua provocando baixas temperaturas nesta terça-feira (14), com influência sobre parte das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o sistema também favorece a formação de geadas nas áreas mais elevadas da Região Sul.
Em São Paulo, Campos do Jordão registrou 2,1°C, igualando a menos temperatura do estado em 2026, de acordo com a Defesa Civil. Na capital paulista, a estação do Mirante de Santana marcou mínima de 11,4°C.
Apesar do frio, a previsão indica mudança nas condições do tempo a partir de quinta-feira (16). Uma frente fria deve avançar da Argentina e do Uruguai em direção ao Rio Grande do Sul, favorecendo o retorno das chuvas e aumentando o risco de temporais, com possibilidade de descargas elétricas, rajadas de vento e queda localizada de granizo.
De acordo com o meteorologista Francisco de Assis Diniz, do Inmet, a atual massa de ar polar está dentro do comportamento esperado para o Inverno e não representa o episódio mais intenso registrado neste ano. Segundo ele, outras incursões de ar frio já provocaram temperaturas próximas de 7°C abaixo de zero nas áreas mais altas do sul de Santa Catarina, enquanto as mínimas ficaram entre -2°C e -3°C.
O Inmet informa que as geadas devem ocorrer nos planaltos sul e norte de Santa Catarina, na Serra Gaúcha, no sul do Paraná e em parte da região de Curitiba. Também há previsão de temperaturas próximas de 0°C em municípios das Campanha Gaúcha, como Quaraí.
Segundo o boletim semanal do instituto, a chuva deve atingir inicialmente o sul do Rio Grande do Sul no sábado (18), intensificando no domingo (19) e na segunda-feira (20), com acumulados pontuais de até 50 milímetros. A baixa pressão responsável pela mudança no tempo poderá evoluir para um ciclone extratropical à medida que avança para o oceano.
Especialistas destacam que a abrangência da massa de ar frio foi o principal diferencial deste episódio, alcançando não apenas a Região Sul, mas também parte do Sudeste, Centro-Oeste e o sul da Bahia.
Os meteorologistas também afirmam que o atual episódio de frio não está diretamente relacionado ao El Niño, cujo impacto deverá ser sentido principalmente nos próximos meses, com tendência de aumento da frequência e da intensidade das chuvas na Região Sul.
Após a passagem da frente fria, a expectativa é de que o ar seco e quente volte a predominar sobre grande parte do país, elevando as temperaturas para acima da média durante boa parte da segunda quinzena de julho, enquanto as chuvas deverão permanecer concentradas na Região Sul.







