A guerra do Irã, que elevou o preço do petróleo e do QAV (combustível de aviação), causou um prejuízo de US$ 40 milhões (R$ 200 milhões) para a Latam no primeiro trimestre deste ano. O número foi divulgado pela companhia aérea nesta terça-feira (5) em apresentação dos resultados para o período.
O conflito fez a empresa rever projeções para uma série de indicadores. Antes, a aérea previa um preço de US$ 90 por barril de petróleo. Agora, a empresa projeta que esse patamar suba para US$ 170 no segundo e no terceiro trimestres de 2026 e para US$ 150 no final do ano.
As negociações do petróleo nesta terça fecharam com o barril do tipo Brent, referência mundial, cotado a US$ 110,31, em queda de 3,61%.
Em dezembro, a Latam projetava que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançaria uma margem entre US$ 4,2 bilhões e US$ 4,6 bilhões em 2026. Agora, essa faixa caiu para entre US$ 3,80 bilhões e US$ 4,20 bilhões.
A alavancagem líquida ajustada (relação entre dívida e Ebitda) estava prevista para fechar 2026 em ou abaixo de 1,4x, com uma liquidez superior a US$ 5 bilhões. A Latam divulgou desta vez uma projeção de alavancagem abaixo ou igual a 1,8x e uma liquidez abaixo ou igual a US$ 4,5 bilhões.
“A gente vai observar o mercado, vai observar qual é a resiliência da demanda e, ao mesmo tempo, como é que se torna isso resiliente, a capacidade de absorver esse aumento dos custos. Mas sempre isso é feito também observando como estão as condições do mercado”, diz Ricardo Bottas, CFO da companhia aérea.
Apesar do impacto da guerra, a Latam anunciou nesta terça-feira (5) um lucro líquido de US$ 576 milhões no 1º trimestre deste ano, com uma margem operacional ajustada de 19,8%.
Durante os três primeiros meses do ano, o grupo aumentou a capacidade em 10,4%, transportando 22,9 milhões de passageiros, crescimento de 9,1% na comparação com o mesmo período de 2025. O nível de de ocupação chegou a 85,3%.
O Ebitda ajustado no período foi de US$ 1,3 bilhão.
A Latam gerou US$ 391 milhões em caixa, mantendo a liquidez total acima de US$ 4,1 bilhões, ou 27% da receita dos últimos 12 meses. (Folhapress)







