O governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), iniciou sua gestão com uma ampla reestruturação administrativa que já alcança quase metade do primeiro escalão estadual. Ao todo, 18 dos 39 órgãos passaram por mudanças, em um movimento que combina manutenção de quadros técnicos com a entrada de novos nomes e ajustes estratégicos.
A reformulação ocorre em meio à saída de auxiliares que devem disputar as eleições deste ano, mas também reflete uma decisão do novo governador de imprimir ritmo próprio à gestão. Segundo Daniel, a ideia é preservar o que já funciona, sem abrir mão de renovar setores considerados estratégicos.
“Temos uma base muito sólida, construída por um governo bem avaliado, mas entendemos que algumas áreas precisam de novo fôlego. A proposta é começar esse ciclo com mais energia e dinamismo”, afirmou.
Núcleo estratégico ganha novos nomes
Uma das principais mudanças foi a ida do então secretário de Comunicação, Gean Carvalho, para a Secretaria-Geral de Governo (SGG), considerada peça-chave na articulação política e administrativa do Estado. Nome de confiança do governador, ele assume a função com a missão de reforçar a coordenação interna da gestão.
Com isso, o jornalista Bruno Rocha Lima, que já atuava na estrutura da pasta, passa a comandar a Comunicação. Outra troca relevante ocorre na Casa Civil, que passa a ser liderada pelo procurador do Estado Bruno Belém.
Ajustes em áreas econômicas e administrativas
As mudanças também atingem setores centrais da administração. Na área econômica, a auditora fiscal Renata Lacerda Noleto assume a Secretaria da Economia, enquanto Sérvulo Nogueira retorna ao comando da Secretaria da Administração (Sead). Já Alan Tavares deixa a Sead para assumir a Goiás Parcerias.
Na Controladoria-Geral do Estado (CGE), o procurador Antônio Flávio de Oliveira foi escolhido para fortalecer o controle interno e a transparência da gestão.
Influência política e novas composições
O redesenho do governo também passa por articulações políticas. O ex-ministro Alexandre Baldy (PP) indicou o novo presidente da Agência Goiana de Habitação (Agehab), enquanto o presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto (União Brasil), atua nos bastidores para ampliar influência em cargos estratégicos.
Além disso, nomes de fora da estrutura anterior foram incorporados. É o caso de Luiz Antônio Rosa, que assume a Codego, e de João Grego, que ficará à frente da Goiás Tecnologia, empresa estatal em fase de criação a partir da fusão de órgãos.
Outro movimento importante é a mudança no comando das políticas sociais. A primeira-dama Iara Netto Vilela passa a liderar o Gabinete de Políticas Sociais e assume a presidência de honra da Organização das Voluntárias de Goiás, no lugar de Gracinha Caiado.
Mudanças seguem em aberto
Apesar do número expressivo de alterações, o governo ainda não concluiu todas as definições. Pastas como a Secretaria do Entorno do Distrito Federal, a Goiás Turismo e a Ceasa seguem sem titulares confirmados.
A saída de nomes como Pábio Mossoró (MDB) e Roberto Naves (Republicanos), que devem disputar as eleições, abriu espaço para novas indicações, ainda em discussão.
Posse deve consolidar nova fase do governo
A expectativa é que a oficialização completa da equipe ocorra nos próximos dias. Após uma semana marcada por agenda intensa e compromissos institucionais, o governo deve realizar a posse dos novos titulares na próxima semana.
Com a reformulação, Daniel Vilela dá início a uma nova etapa da administração estadual, buscando equilibrar continuidade administrativa com renovação política e técnica.







